Educadora

Teresa de Saldanha revelou-se uma excelente educadora. O seu projecto educativo é baseado numa pedagogia do amor:

Educar é formar na criança o espírito, o coração e a inteligência.

Considera que cada criança é educada para viver em boa relação com todos, porque não se pode ser feliz sozinho. Ensina a tomar nas próprias mãos a própria felicidade e a sentir-se responsável pela felicidade dos outros.

Consciente da importância da educação para a construção de uma sociedade equilibrada e justa, composta por gente verdadeiramente formada e feliz, projectou a sua acção para o futuro:

Na grande obra da regeneração da mocidade, nada há mais importante do que a educação e da educação dos filhos do povo depende, às vezes, o destino das nações.

Ao fundar a Associação Protectora das Meninas Pobres, Teresa pretendia viabilizar a educação das meninas da classe pobre, ao mesmo tempo que constituía um meio pedagógico de congregar e movimentar jovens da classe abastada, interessando-as efectivamente pela promoção social. Aspirava pois, provocar uma mudança na sociedade portuguesa, pela introdução de valores como a dignidade da pessoa, a participação social, a solidariedade. Ocupou-se da educação da mulher adiantando-se ao seu tempo, não apenas na preocupação de educar, mas também no conteúdo do ensino ministrado. Além disso, avançou com uma instrução de carácter profissional das meninas pobres. Não hesitou em dedicar-se também à educação de rapazes quando as circunstâncias pediam. Integrou deficientes nas suas escolas, concretamente surdos-mudos, trabalhando para lhes dar uma educação adequada.