Fundadora

Há muito tempo que tenho a firme tenção de empregar a minha vida ao serviço de Deus, mas numa Ordem activa em que possa fazer bem aos nossos queridos compatriotas e contribuir para a salvação das suas almas.
Desejo fazer o bem; mas apesar de em toda a parte poder contribuir para a salvação de algumas almas, custar-me-ia deixar o meu país onde há tanto que fazer. Parece-me que Nosso Senhor me chama a trabalhar em Portugal e o meu desejo mesmo é fazer a vontade de Deus, e trabalhar neste país aonde se faz tanta guerra a tudo quanto é bom.
A vida religiosa neste país, infelizmente, quase desapareceu; o que resta dos conventos está a morrer e quem sabe se isso não será, talvez, a vontade de Deus que antes do último convento fechar, uma simples, humilde, escondida Congregação poderá surgir em Portugal das ruínas duma vida religiosa decadente?

Para conseguir esse objectivo, Teresa enviou em 1866, as duas primeiras vocacionadas para o Sienna Convent, em Drogheda, na Irlanda, onde fizeram o Noviciado. Regressaram a Portugal no dia 13 de Novembro de 1868, e abriu-se a primeira casa da Congregação no Bairro de Alfama, em Lisboa.

Rapidamente dilatou a sua obra e missão para outros locais, na capital e em vários pontos do País.

Atenta e conhecedora da realidade, animada de uma fé amadurecida na oração e no sacrifício, Teresa de Saldanha fundou, organizou e dirigiu uma Congregação de Irmãs de vida apostólica: Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

O vento da república, em 1910, levou, qual sementeira madura, o seu sonho por outros mundos, onde floresceu e deu frutos.