Quero celebrar a Páscoa em tua casa, diz Jesus

 Tu permites?

 

Há um pedido de Jesus que atravessa os séculos e chega até nós com a mesma simplicidade e a mesma urgência: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa.”

No Evangelho de Mateus (26, 14-27), Jesus envia os discípulos para preparar a ceia pascal. Não escolhe um templo, nem um lugar público, nem um espaço grandioso. Escolhe uma casa. Um lugar comum, habitado, marcado por rotinas, memórias, fragilidades e vida real.

Hoje, esse pedido continua vivo. E a casa que Jesus deseja visitar não é feita de paredes, mas de coração.

A casa que Jesus procura é o nosso coração. Quando Jesus diz: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa”, Ele está a dizer: “Quero entrar no teu coração tal como ele está.” Não como deveria ser. Não como tu gostarias que fosse.
Mas como ele é hoje:
– com as suas divisões iluminadas e as suas sombras,
– com portas abertas e portas fechadas,
– com espaços arrumados e outros ainda por arrumar,
– com feridas, memórias, desejos e buscas.

Jesus não pede uma casa perfeita. Pede uma casa disponível.

 

A Páscoa acontece onde alguém se deixa encontrar. A Páscoa não é apenas um acontecimento litúrgico. É um movimento interior: passagem da tristeza à esperança, da culpa ao perdão, do medo à confiança, da morte à vida. E essa passagem só acontece quando deixamos Jesus entrar no lugar onde realmente vivemos: o coração.

É ali que Ele deseja sentar-se à mesa, partilhar o pão, lavar os pés, curar o que está ferido, e renovar o que está cansado. A Páscoa é sempre um encontro. E todo encontro verdadeiro começa no interior.

 

A mesa da Páscoa é posta com verdade. Na casa onde Jesus celebrou a última ceia havia tensões, dúvidas, fragilidades. Havia Judas, havia Pedro, havia medos e incompreensões. E, mesmo assim, Jesus quis celebrar ali.

Isso significa que Ele também quer celebrar a Páscoa no coração onde existe luta, onde há contradições, onde há perguntas sem resposta, onde há feridas que ainda doem. A mesa da Páscoa não é posta com perfeição, mas com verdade.

 

Deixar Jesus celebrar a Páscoa em nós é permitir que Ele nos transforme. Quando Jesus entra na nossa casa interior, Ele não vem como hóspede. Vem como Senhor da Vida.
E onde Ele entra, algo muda.

Ele transforma:

  • o medo em coragem,
  • a culpa em reconciliação,
  • a solidão em comunhão,
  • o desânimo em esperança,
  • a morte em vida nova.

A Páscoa é sempre um renascimento. E Jesus deseja que esse renascimento aconteça dentro de nós.

 

A pergunta que fica. Neste tempo de preparação para a Páscoa, Jesus continua a repetir: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa.” A pergunta não é se Ele quer. A pergunta é: Tu permites?

Permites que Ele entre no teu coração?
Permites que Ele toque o que está escondido?
Permites que Ele cure o que está ferido?
Permites que Ele transforme o que está cansado?
Permites que Ele faça Páscoa em ti?

 

A Páscoa começa no coração que se abre. A verdadeira Páscoa não começa no templo, nem na liturgia, nem nos ritos — embora tudo isso seja precioso. A verdadeira Páscoa começa no coração que se deixa visitar.

Se hoje Jesus te diz: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa”,
responde-Lhe com simplicidade: “Senhor, a minha casa é tua. Entra. Fica. Faz em mim a tua Páscoa.” E Ele fará.

 

Lisboa, 29 de março de 2026

 

Irmã Maria Justina Câmbizi, DSCS.

Quero celebrar a Páscoa em tua casa, diz Jesus

 Tu permites?

 

Há um pedido de Jesus que atravessa os séculos e chega até nós com a mesma simplicidade e a mesma urgência: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa.”

No Evangelho de Mateus (26, 14-27), Jesus envia os discípulos para preparar a ceia pascal. Não escolhe um templo, nem um lugar público, nem um espaço grandioso. Escolhe uma casa. Um lugar comum, habitado, marcado por rotinas, memórias, fragilidades e vida real.

Hoje, esse pedido continua vivo. E a casa que Jesus deseja visitar não é feita de paredes, mas de coração.

A casa que Jesus procura é o nosso coração. Quando Jesus diz: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa”, Ele está a dizer: “Quero entrar no teu coração tal como ele está.” Não como deveria ser. Não como tu gostarias que fosse.
Mas como ele é hoje:
– com as suas divisões iluminadas e as suas sombras,
– com portas abertas e portas fechadas,
– com espaços arrumados e outros ainda por arrumar,
– com feridas, memórias, desejos e buscas.

Jesus não pede uma casa perfeita. Pede uma casa disponível.

 

A Páscoa acontece onde alguém se deixa encontrar. A Páscoa não é apenas um acontecimento litúrgico. É um movimento interior: passagem da tristeza à esperança, da culpa ao perdão, do medo à confiança, da morte à vida. E essa passagem só acontece quando deixamos Jesus entrar no lugar onde realmente vivemos: o coração.

É ali que Ele deseja sentar-se à mesa, partilhar o pão, lavar os pés, curar o que está ferido, e renovar o que está cansado. A Páscoa é sempre um encontro. E todo encontro verdadeiro começa no interior.

 

A mesa da Páscoa é posta com verdade. Na casa onde Jesus celebrou a última ceia havia tensões, dúvidas, fragilidades. Havia Judas, havia Pedro, havia medos e incompreensões. E, mesmo assim, Jesus quis celebrar ali.

Isso significa que Ele também quer celebrar a Páscoa no coração onde existe luta, onde há contradições, onde há perguntas sem resposta, onde há feridas que ainda doem. A mesa da Páscoa não é posta com perfeição, mas com verdade.

 

Deixar Jesus celebrar a Páscoa em nós é permitir que Ele nos transforme. Quando Jesus entra na nossa casa interior, Ele não vem como hóspede. Vem como Senhor da Vida.
E onde Ele entra, algo muda.

Ele transforma:

  • o medo em coragem,
  • a culpa em reconciliação,
  • a solidão em comunhão,
  • o desânimo em esperança,
  • a morte em vida nova.

A Páscoa é sempre um renascimento. E Jesus deseja que esse renascimento aconteça dentro de nós.

 

A pergunta que fica. Neste tempo de preparação para a Páscoa, Jesus continua a repetir: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa.” A pergunta não é se Ele quer. A pergunta é: Tu permites?

Permites que Ele entre no teu coração?
Permites que Ele toque o que está escondido?
Permites que Ele cure o que está ferido?
Permites que Ele transforme o que está cansado?
Permites que Ele faça Páscoa em ti?

 

A Páscoa começa no coração que se abre. A verdadeira Páscoa não começa no templo, nem na liturgia, nem nos ritos — embora tudo isso seja precioso. A verdadeira Páscoa começa no coração que se deixa visitar.

Se hoje Jesus te diz: “Quero celebrar a Páscoa em tua casa”,
responde-Lhe com simplicidade: “Senhor, a minha casa é tua. Entra. Fica. Faz em mim a tua Páscoa.” E Ele fará.

 

Lisboa, 29 de março de 2026

 

Irmã Maria Justina Câmbizi, DSCS.

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