Luanda — 26 de julho de 2026
No último dia do VI Encontro Internacional das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena, o Padre José Dias Tumoma conduziu a conferência sobre o tema “Semeadoras da Esperança que Transforma na Economia”, oferecendo uma reflexão profunda sobre a gestão comunitária e o uso responsável dos bens.
Partindo do conceito de oikonomia — “administração da casa” — o conferencista recordou que a economia, desde os primórdios da civilização, sempre esteve ligada à produção e ao serviço. Destacou as quatro funções da gestão: planeamento, organização, direção e controlo, sublinhando especialmente a importância de planear e de controlar os recursos para que estejam ao serviço de todos.
Pontos principais da conferência
- Planeamento e controlo: é necessário prever, organizar e acompanhar os recursos, evitando desperdícios e falhas. O controlo pode ser preventivo ou corretivo, e deve ser feito com regularidade.
- Orçamento e relatórios: o orçamento é instrumento essencial de gestão e requer disciplina. É preciso registar os movimentos financeiros e apresentar relatórios de contas com transparência.
- Cuidado com os bens comunitários: o Padre Tumoma alertou para a necessidade de tratar os bens da comunidade com o mesmo zelo que dedicamos aos bens pessoais, lembrando o mandamento de não roubar nem danificar o que pertence aos outros.
- Exigência e responsabilidade: ser boas gestoras implica rigor e consciência de que os bens são partilhados por todos.
Durante o trabalho de grupos, cada grupo foi convidado a elaborar um orçamento, exercitando na prática os princípios apresentados.
Na sequência, a Madre Geral, Ir. Rosilene Linares, reforçou a importância da partilha e da contribuição das comunidades à Província e desta à Congregação, sublinhando que tudo deve ser vivido à luz do voto de pobreza. Convidou ainda à leitura da IV parte das Constituições, dedicada à administração dos bens.
Mesa Redonda e Encerramento
Na parte da tarde, realizou-se uma mesa redonda com algumas Irmãs procuradoras, que partilharam o seu olhar sobre a economia comunitária, destacando a necessidade de transparência e prestação de contas nas Comunidades e nas obras.
O encontro foi enriquecido por um gesto cultural: as noviças e postulantes apresentaram instrumentos típicos locais e , orientadas pela Madre Provincial, ofereceram a cada participante um pano com o logotipo do VI Encontro Internacional, como sinal de gratidão e pertença.
No encerramento, a Madre Geral convidou todas as irmãs a levarem como prioridade o compromisso de serem semeadoras de esperança que transforma, recordando que só assim a Congregação continuará a existir e a atrair novas vocações. A celebração culminou com a Eucaristia, que começou junto à comunidade, onde foi plantado um coqueiro — símbolo da responsabilidade partilhada de semear esperança e vida.
Pela Comissão da Comunicação
(Ir. Nélia, Ir. Irene, Ir. Fabiana e Ir. Justina)






























