Como Ser Semeadoras de Esperança que Transforma na Missão

Reflexão do Arcebispo Metropolitano de Saurimo, D. José Manuel Imbamba

Hoje, 23 de julho de 2026, quinto dia do VI Encontro Internacional, o Arcebispo Metropolitano de Saurimo, D. José Manuel Imbamba, partilhou uma profunda reflexão sobre o papel das religiosas como semeadoras de esperança que transforma na missão.

Logo no início, destacou que a consagrada é chamada a ser semeadora nata da Palavra de Deus, gerando fé, esperança e amor que sustentam a ação da Igreja no mundo. Não existe fórmula mágica para esta missão, pois ela é obra do Espírito Santo, que sopra onde quer e renova continuamente a vida da Igreja.

A esperança que transforma

O Arcebispo distinguiu entre a esperança terrena e a esperança celestial.

  • A terrena, muitas vezes marcada pelo materialismo e consumismo, pode desviar o coração.
  • A celestial, revelada por Deus, é capaz de transformar a vida da pessoa e da comunidade, tornando-se fonte de alegria, perseverança e serviço.

Recordando São Paulo, sublinhou que a verdadeira esperança leva à renovação da mente e ao discernimento da vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita.

 A missão da consagrada

Ser semeadora de esperança significa:

  • Conformar-se com Cristo, vivendo os votos como sinal do Reino futuro.
  • Testemunhar com alegria, mesmo diante das dificuldades e tribulações.
  • Transformar realidades humanas e sociais, promovendo justiça, paz, solidariedade e dignidade.

O Arcebispo lembrou que a evangelização não pode estar dissociada da promoção humana, pois a fé deve gerar frutos concretos de libertação e desenvolvimento.

 Caminhos para semear esperança

  1. José Manuel Imbamba apresentou três atitudes fundamentais:
  2. Convicção carismática– fidelidade dinâmica ao carisma fundacional, vivido com criatividade e perseverança.
  3. Semear com abundância– lançar sementes em todos os terrenos, sem medo das dificuldades, confiando na ação de Deus.
  4. Regar com a oração– reconhecer na oração a força transformadora da missão, especialmente na Eucaristia, fonte e cume da vida da Igreja.

Apelo final

Concluindo, o Arcebispo exortou as religiosas a manterem viva a vocação profética diante das injustiças e desafios do mundo atual. A esperança que transforma deve conduzir a uma nova evangelização, capaz de unir fé e obras em Cristo Jesus.

 

Trabalho de grupos

Após a conferência, os participantes reuniram-se em grupos para aprofundar a reflexão e partilhar experiências. Cada grupo foi convidado a responder às seguintes questões:

  1. Quais são as luzes que podemos identificar na vivência da nossa vocação missionária no mundo?
  2. Quais são as sombras que a ofuscam?
  3. Como superá-las?
  4. Que propósito assumir para iluminar o nosso ser e agir na Igreja e no mundo?

Este momento de partilha permitiu que cada Irmã se reconhecesse como parte ativa na missão, chamada a discernir com esperança e coragem os caminhos de transformação que o Espírito inspira.

Conclusão

A conferência e o trabalho de grupos revelaram que ser semeadoras de esperança que transforma é um chamado urgente para cada consagrada. Iluminadas pela Palavra e guiadas pelo Espírito, somos convidadas a superar as sombras, assumir propósitos concretos e testemunhar, com alegria e coragem, a presença de Cristo na Igreja e no mundo.

 

 

Pela Comissão da Comunicação

(Ir. Nélia, Ir. Irene, Ir. Fabiana e Ir. Justina)

 

 

 

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